Álvaro Cunhal


Álvaro Barreirinhas Cunhal, filho de Avelino Henriques da Costa Cunhal e Mercedes Simões Ferreira Barreirinhas Cunhal, nasceu em Coimbra, no dia 10 de Novembro de 1913. A sua infância foi passada em Seia, de onde o seu pai era natural.
Aos onze anos, muda-se para Lisboa com a família, frequentando o Liceu Camões e seguindo mais tarde para a Faculdade de Direito, da Universidade de Lisboa.
Com apenas 17 anos, corria o ano de 1931, torna-se filiado do Partido Comunista Português (PCP) e em 1935 foi eleito secretário-geral da Juventude Comunista. Dois anos depois, entrou para o Comité Central do partido. Fez ainda parte da Liga dos Amigos da URSS e do Socorro Vermelho Internacional. “A sua decisão significa, ao mesmo tempo, uma forma de seguir a linha oposicionista do pai e uma ruptura com as ideias políticas liberais e republicanas. Avelino critica a escolha por uma ideologia totalitária do filho, sem nunca o deixar de apoiar.” (Barreto e Mónica, 1999:480)
Ao longo dos anos 30, foi colaborador de vários jornais e revistas, entre eles, O Diabo, Sol Nascente, Seara Nova, Vértice, e nas publicações clandestinas de Avante e Militante, onde escrevia artigos de cariz político e ideológico.
Álvaro Cunhal, acérrimo opositor ao regime de Oliveira Salazar, intitulado Estado Novo, devido aos seus ideais comunistas foi preso várias vezes, temporariamente. Corria o ano de 1949 e Cunhal era preso no Forte de Peniche, onde permaneceu até 1960, ano em que protagonizou com outros camaradas do PCP a “fuga de Peniche”. A 25 de Dezembro, do mesmo ano, viria a nascer a sua única filha, Ana Cunhal, fruto da sua relação com Isaura Maria Moreira.
No período compreendido entre os anos de 1961 e 1992, ocupou o cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista, sucedendo a Bento Gonçalves e sendo substituído por Carlos Carvalhas. É enviado pelo PCP, para Moscovo, no ano de 62, depois parte para Paris, onde permanece cerca de oito anos ilegalmente.
Em 1968, presidiu à Conferência dos Partidos Comunistas da Europa Ocidental, facto que demonstra a importância que este tinha no movimento Comunista internacional.
Regressa a Portugal após a Revolução de Abril, no dia 30 de Abril de 1974, sendo ministro sem pasta nos quatro primeiros Governos Provisórios. No ano seguinte é eleito deputado à Assembleia Constituinte, cargo que ocupa até 1992.
Decorria o ano de 1982 e Cunhal tornava-se membro do Conselho de Estado. Passados três anos, em Janeiro de 1989, parte para Moscovo onde iria ser sujeito a uma intervenção cirúrgica cardiovascular. Nesta ocasião é recebido por Gorbatchev e é condecorado com a Ordem de Lenine. Já recuperado regressa ao seu país em Junho do mesmo ano.
No ano de 1992, abandona o cargo de Secretário-geral do PCP, sendo eleito para o cargo de Presidente do Conselho Nacional do PCP, cargo este que viria a ser extinto após quatro anos, passando a ter assento apenas no Comité Central.
Álvaro Cunhal distinguiu-se também como escritor, escreveu vários livros de índole política, como por exemplo, Rumo à Vitória (1964), A Revolução Portuguesa (1976). Envereda também pela via romancista, são exemplo os seguintes livros, Até Amanhã, Camaradas (1975), Cinco Dias, Cinco Noites (1975), entre outros, assinando com o pseudónimo de Manuel Tiago.
No dia 13 de Junho de 2005, o Comité Central noticia a morte de Álvaro Cunhal.
Bibliografia

Este trabalho foi realizado com base na informação disponível em URL:

· http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvaro_Cunhal, acedido no dia 25 de Janeiro de 2011;

· http://www.infopedia.pt/$alvaro-cunhal acedido no dia 26 de Janeiro de 2011;

· http://www.citi.pt/cultura/artes_plasticas/desenho/alvaro_cunhal/biografia.html, acedido no dia 26 de Janeiro de 2011;
· http://www.vidaslusofonas.pt/alvaro_cunhal.htm acedido no dia 5 de Março do ano corrente.

· Castro, A. et. al. (2001). Dicionários de Biografias. Porto: Porto Editora.

· Barreto, A. e Mónica, M. (1999). Dicionário de História de Portugal. Figueirinhas. Volume VII