Américo Tomás
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Américo de Deus Rodrigues Tomás nasceu a 19 de Novembro de 1894, em Cascais, onde morre aos noventa e três anos de idade.
Filho de António Rodrigues Tomás e de Maria da Assunção Marques Tomás, Américo Tomás conclui o ensino secundário no liceu da Lapa em 1911 e passa a frequentar a Faculdade de Ciências entre 1912 e 1914, tornando-se Presidente da República do governo Salazarista em 1958.
Américo Tomás inicia a sua carreira na Marinha, em 1914, onde dá um importante contributo para o seu progresso, nomeadamente no que diz respeito ao desenvolvimento da eficácia naval, à modernização das embarcações e à criação de planos navais mais ambiciosos, ampliando as probabilidades de sucesso, levando assim a que a Marinha inicie um período de evolução, nos anos 30.
Enquanto protagonista desta evolução, Américo Tomás alcança diversos cargos de chefia como o da Pasta da Marinha, o qual desempenhará entre 1944 e 1958.
Em 1922, ainda durante o percurso da sua carreira militar, casa com Gertrudes Rodrigues, resultando dessa união duas filhas.
Em 1958, é nomeado, pela União Nacional, candidato à Presidência da República, com o objectivo de substituir Craveiro Lopes e disputar o lugar de 13º Presidente da República com Humberto Delgado.
A 8 de Junho de 1958, o militar e político Américo de Deus Rodrigues Tomás é eleito como Presidente da República Portuguesa.
Os resultados das eleições, obviamente, agradavam o regime do Estado Novo, pois estava assegurado o equilíbrio dos cargos das Forças Armadas e a força que elas conferiam ao regime, mas todo o processo eleitoral suscitou um descontentamento popular, devido à Lei que proibia a oposição de fiscalizar as Assembleias de Voto, que fora institucionalizada no próprio dia das eleições.
Face a esta situação, a 29 de Agosto de 1958, é institucionalizada a nova Lei que confere a eleição do Presidente da República a um colégio Eleitoral restrito e, deste modo, a 25 de Julho de 1965 e de 1972, Américo Tomás é novamente reeleito para a Presidência da República, até1949.
Como Presidente da República, Américo Tomás inaugura várias obras públicas, vai a congressos, feiras, exposições e recebe altos signatários que visitam Portugal.
Os primeiros anos da Presidência de Américo Tomás são marcados pela expansão da Guerra Colonial, iniciada em Angola em 1961 e alargada, posteriormente, a Moçambique e a Guiné, o que facultou a possibilidade de o Presidente da República aí afirmasse a integridade do território Português.
Nesse mesmo ano, Américo Tomás demonstra a sua lealdade para com o regime do Estado Novo, quando Júlio Botelho Moniz (Ministro da Defesa Nacional) o tenta convencer a demitir Salazar, pois afirma ser necessária uma reforma no regime, o qual Américo Tomás recusa.
Face a esta situação, Salazar demite o Ministro da Defesa Nacional e passa a ser o responsável pela pasta desprovida de mandatário.
Durante os mandatos Presidenciais de Américo Tomás, a única situação em que foi obrigado a exercer os seus mais elevados direitos de Presidente da República, reporta-se à substituição de António de Oliveira Salazar, após a sua morte, em 1970, e a indicação de Marcelo Caetano para sua substituição. Sendo Marcelo Caetano demasiado reformista, este foi obrigado a celebrar o compromisso de forma a não colocar em risco a política Ultramarina, até á data implementada, e acerrimamente defendida pelo seu Presidente, Américo Tomás.
Neste contexto, nos dois últimos anos de vida do Estado Novo, Portugal foi governado por Américo Tomás, enquanto Presidente da República, e Marcelo Caetano como Presidente do Concelho.
Após o 25 de Abril de 1974, Américo Tomás é demitido, expulso da Armada, preso e exilado no Brasil, regressando em 1980 a Portugal com o consentimento de Ramalho Eanes (Presidente da República) e acaba por falecer em 1987, na sua terra natal, Cascais.

Sara Santos




Bibliografia

Para a realização deste trabalho recorreu-se às informações presentes em:
· Presidência da República (2006-2011), disponível em [[URL:|URL:«http://www.presidencia.pt/?idc=13&idi=26]] », acedido a 15 de Janeiro de 2011,às 21:50h

· Wikipédia: Américo de Deus Rodrigues Tomás, disponível em [[URL:|URL:«http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rico_de_Deus_Rodrigues_Tom%C3%A1s]] », acedido a 15 de Janeiro de 2011,às21:40h

· Presidência da Republica, disponível em URL: « http://www.museu.presidencia.pt/presidentes_bio.php?id=121», acedido a 22 de Fevereiro de 2011, ás 16:35h

· Américo Tomás, disponível em URL: « http://jorgesampaio.arquivo.presidencia.pt/pt/palacio/presidentes/americo_tomas.html », Acedido a 28 DE Fevereiro de 2011,às 13:21h

Rosas, F e Brito, J.(1996). Dicionário de História do Estado Novo. (volume II).Bertrand Editora