António Bernardo da Costa Cabral

António Bernardo da Costa Cabral nasceu em Fornos de Algodres (9 de Maio de 1803) e morreu no Porto a 1 de Setembro de 1889. O primeiro Marquês de Tomar, mais conhecido por Costa Cabral, foi um político português que desempenhou diversos cargos e funções tais como: o de deputado; conselheiro de Estado efectivo; ministro da Justiça e Negócios Eclesiásticos; ministro do Reino e por duas vezes presidiu o Ministério. Ficou, sobretudo, conhecido pelo seu radicalismo revolucionário.
Defensor da Revolução de Setembro de 1836, aderiu à causa constitucional logo no inicio dos confrontos entre liberais e absolutistas, assim sofreu as consequências da reacção miguelista obrigando-o a exilar-se no estrangeiro. No entanto consegue voltar para Portugal e é nomeado administrador de Lisboa, durante este período travou uma forte luta para a abolição das tropas populares da Guarda Nacional que, mesmo tendo exercido um importante papel no Setembrismo, constituía um grande foco de agitação pública.
Em 1842 foi nomeado ministro do Reino durante o seu mandato empreendeu um ambicioso plano de reforma do Estado, que ficaria conhecido pelo Cabralismo.
Durante o Cabralismo, Costa Cabral tomou diversas medidas, nem sempre bem vistas aos olhos da população. Entre estas medidas encontramos a elaboração de um novo Código Administrativo; a reforma dos estudos do liceu; a abertura de estradas e a realização de várias obras de engenharia. As obras de engenharia mais conhecidas deste período foram o Teatro Dona Maria II; a Escola de Arte Dramática e por fim a Academia Portuense de Belas Artes. Costa Cabral teve como principal objectivo o desenvolvimento da cultura que, até então não tinha grande importância em Portugal.
A partir de 1846 a politica cabralista entrou em decadência devido ao aumento da despesa pública e do défice estatal o que levou ao corte do crédito ao Estado, tornando certa a bancarrota. Esta situação fez aumentar o descontentamento populacional dando-se na Primavera de 1846 a Revolução da Maria da Fonte. Perante o dispersar do levantamento popular, a 20 de Maio de 1846 a rainha D. Maria II foi forçada a afastar Costa Cabral do governo. Devido a esta situação, este exilou para Madrid. Chegando assim ao fim o Cabralismo.
O Cabralismo constituiu uma etapa necessária para o liberalismo português. Pois levou à solidificação do Estado liberal e através da sua política económica e financeira, lançou a base do actual Estado português.

Sarah Teles Diogo nº14 11ºC