BENTO GONÇALVES
Bento Gonçalves nasceu a 2 de Março de 1902, no concelho de Montalegre, Trás-os-Montes.
Partiu pa
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Bento Gonçalves In http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Bento_gon%C3%A7alves.jpg
ra Lisboa em 1915, ainda novo, para trabalhar como torneiro de madeira. De seguida, passou a trabalhar como torneiro de metais e, foi aqui que se destacou profissionalmente: Bento Gonçalves era excepcionalmente hábil e a sua inteligência era notável.

Assim, devido às suas excepcionais qualidades, foi admitido em 1919 como torneiro mecânico, no Arsenal da Marinha.
Como operário do Arsenal da Marinha voltou a destacar-se. Era um revolucionário, um defensor de causas humildes e, como tal, foi escolhido para líder sindical dos operários desta organização militar.
“Apaixonado” pela defesa das causas da classe operária (e do povo em geral) e, na sequência de uma viagem à União Soviética, à data do aniversário comemorativo da revolução de Outubro, tornou-se membro do Partido Comunista Português (PCP), em 1928.
Após a queda da I Republica a 28 de Maio de 1926, o PCP foi ilegalizado. No entanto, clandestinamente e apoiado pela União Soviética, através do Komintern, continuou activo.
Em 1927 a situação do PCP agravou-se pois, a sede do Partido foi fechada. Coube, então, a Bento Gonçalves, reorganizar o Partido em 1929.
Destaca-se a acção de Bento Gonçalves nesta reorganização do Partido em 1929 pois, ao adaptar um novo modo de operações clandestinas, possibilitou que se evitassem uma série de detenções políticas. No entanto, o seu contributo para o PCP foi muito para além disso.
Seguindo uma ideologia verdadeiramente marxista-leninista, Bento Gonçalves conseguiu, não só assegurar uma orientação partidária justa, como também, ligar-se às massas (reacções e Partidos comunistas que emergiam no mundo, resultantes da acção da União Soviética, com o Komintern). Com isto, certificou a continuidade do PCP (na época fortemente ameaçada pela repressão fascista) e, conseguiu ainda, desenvolve-lo e faze-lo crescer, mesmo perante tais adversidades.
Por isso, é em grande parte a Bento Gonçalves que se deve o facto de o PCP ter sido o único partido que o fascismo não foi capaz de suprimir. “A ele se lhe deve esta vitória da classe operária portuguesa”. Miguel (2002: s/p)
Em 1932, António Oliveira Salazar é nomeado para Chefe do Governo. É o despontar do regime ditatorial em Portugal.
Assim que chegou ao governo, Salazar acabou com o liberalismo, com a democracia e com o parlamentarismo. Criou o “Estado Novo”, implantando um regime autoritário e despótico, em Portugal.
Nenhuma lei proibia expressamente os partidos políticos enquanto tais, no entanto, Salazar considerava que os antigos partidos políticos se encontravam descontextualizados mediante o regime político vigente (uma ditadura, embora não assumida), sendo que, qualquer manifestação ou actuação pública foi proibida à oposição.
O Partido Comunista foi um dos partidos que teve de passar a actuar clandestinamente pois, em resposta à sua oposição ao governo, viu muitos dos seus membros serem presos, torturados, assassinados e, enviados para o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde.
O Tarrafal foi, também, o destino do “herói comunista” Bento Gonçalves que acabou por morrer aí mesmo, no ano de 1942, vítima de biliose.
Para os amigos e parceiros comunistas perdeu-se, em 1942, um dos principais obreiros do PCP, “um dos seus mais destacados dirigentes” e um grande homem, “de grande estatura moral”. Miguel (2002: s/p) Francisco
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Bibliografia:
Wikipédia (2008). Estado Novo (Portugal). Disponível em Url: http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Portugal)
Miguel, Francisco (2002). «O Militante» nº257 – Bento Gonçalves. Disponível em Url: http://www.pcp.pt/publica/militant/257/p53.html
Wikipédia. Bento Gonçalves. Disponível em Url:http://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_Ant%C3%B3nio_Gon%C3%A7alvesNunes, J. Arsénio. Sobre alguns aspectos da evolução política do Partido Comunista Português após a reorganização de 1929 (1931-33)**. Disponível em Url: http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1224000459W9uNN1de6Fq70KH7.pdfDo couto, Célia P. e Rosas, Maria A. (2010). O tempo da história 1ª parte. Porto: Porto Editora. 978-972-0-41250-8