O Cerco do Porto foi um período que durou mais de um ano, decorrendo entre Julho de 1832 a Agosto de 1833. Consistiu num cerco das forças absolutistas de D. Miguel às liberais do seu irmão, D Pedro, na cidade do Porto. Daí o nome dado de “Cerco do Porto”.

Tudo começou quando D. Pedro chegou com um exército a Portugal tentando derrubar o regime que estava implantado nas terras portuguesas pelo seu irmão D. Miguel, o Absolutismo e implementar assim o Liberalismo.

Aquando da saída da Ilha Terceira, D. Pedro não se deslocou para a cidade do Lisboa, prevendo que aí se encontrariam todas as tropas de D. Miguel para criar um muro de resistência às suas investidas. Por isso, seguiu para o Porto que estava praticamente sem militares ao serviço do rei Usurpador (Cognome dada ao rei D. Miguel).

Quando as forças liberais desembarcaram na praia do Pampelido, conhecido, historicamente, como o “Desembarque do Mindelo”, entraram triunfantes na cidade do Porto, pois não encontraram resistência. Quando D. Miguel se apercebeu que o seu irmão estaria a tomar a região norte a partir do Porto, dirigiu todas as atenções para a cidade invicta (termo dado à cidade depois deste cerco). O General Manuel Gregório de Sousa Pereira de Sampaio, a mando do seu chefe D. Miguel, decidiu abrir fogo sobre a cidade do Porto, a partir de Vila Nova de Gaia. Como resposta, D. Pedro graças à ajuda inglesa, entrou na barra do Rio Douro com uma frota naval comandada pelo almirante liberal Rose George Sartouis e contra-atacou os absolutistas.

A partir daí, as inúmeras batalhas entre Absolutistas e Liberais tornaram-se frequentes., quase sempre dando a vitória aos Liberais, que eram bem menos em número de soldados mas superiores nas tácticas militares organizadas e planeadas por D. Pedro e os seus generais.

Durante o Cerco, a vida foi difícil para os militares liberais que aí permaneciam. Os bens necessários para a sua sobrevivência iam escasseando e o dinheiro para armas e outros equipamentos, bem com as dívidas contraídas para as despesas de guerra ao estrangeiro, também não ajudavam à situação vivida.

Foi então que D. Pedro numa tentativa de aliviar a pressão sobre o Porto, mandou o General Saldanha com uma pequena frota para o Sul de Portugal (Algarve) na esperança de mobilizar as tropas absolutistas para o Sul de Portugal fazendo com que aliviassem a pressão sobre os liberais no Porto.

D. Miguel cometeu, então, dois erros grosseiros: O primeiro foi o de mobilizar muitas das suas tropas, tardiamente, para o Sul de Portugal para fazer frente ao General Saldanha. Este último, não encontrou resistência até chegar à capital, o que lhe permitiu assim, derrubar o regime. E o segundo foi deixar o Porto, aquando da mobilização para o Sul quase sem militares, o que abriu o cerco e permitiu aos liberais derrubarem o muro que estava implementado há um ano.

D. Pedro aproveitaria esta jogada para finalmente implementar o Liberalismo em Portugal, devolver o trono à sua filha, D. Maria II e expulsar, definitivamente, os Absolutistas de Portugal.

Rui Fernandes – Nº12 11ºC

O seguinte trabalho foi elaborado com ajuda dos servidores de URL:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerco_do_Porto, acedido a 23 de Março de 2011
http://www.infopedia.pt/$cerco-do-porto-(1832-1833), acedido a 24 de Março de 2011
http://www.cm-porto.pt/gen.pl?fokey=cmp.stories/455&op=view&p=stories, acedido a 24 de Março de 2011