O Colégio das Artes, criado pelo infante D. Pedro e D. João III em 1547 na cidade de Coimbra, só começou a funcionar em 1548 nas instalações provisórias localizadas no Colégio de Todos os Santos e no de S. Miguel.
A finalidade deste colégio era fazer com que Portugal ascendesse ao mesmo nível de ensino dos restantes países da Europa , visto os estudantes portugueses terem de se deslocar para estudar para cidades como Paris e Bordéus, onde eram ministrados curso de ensino superiores.
Foi André de Gouveia quem esteve, durante anos, à frente do Colégio das Artes, juntamente com os seus colegas professores que o acompanharam a partir de Bordéus (daí o nome de “Bordaleses” por que ficaram conhecidos), tais como, os mestres João da Costa, Jackes Tapie, e Nicolau de Grouchy.
O colégio criado por D. João III, foi dotado de um grupo de professores de grande qualidade nas áreas do ensino ministrado, destacando-se a gramática, o latim, o português, o grego, a história, a geografia e a matemática elementares, matérias básicas do ensino secundário de então. Após estes estudos seguiam-se os de retórica e humanidades, seguidos dos estudos filosóficos. O mais interessante deste colégio era o facto de que os alunos após os estudos filosóficos podiam seguir para o sacerdócio sendo-lhes ministrados, como é lógico, estudos de moral e dogma.
Um dos problemas deste colégio foi devido á criação da Inquisição, e as medidas do Concilio de Trento, que causaram uma grande dificuldade em continuar os projectos culturais mais avançados.
Em 1555, o colégio é entregue à Companhia de Jesus, altura em que passa para a Alta de Coimbra, onde permaneceu até ao século XIX, quando foi convertido em Liceu.