O clima de insegurança provocado pelas várias invasões que a Europa enfrentou nos séculos IX e X, obrigou os reis e os grandes senhores a pedirem ajuda militar a outros senhores tanto nobres como eclesiásticos.

Assim se criaram os laços de dependência também chamados de relações de vassalagem, envolvendo direitos e obrigações.

O mais poderoso era o senhor ou suserano e aquele que se colocava sob a sua protecção era o vassalo.

O vassalo devia ao senhor auxílio militar e monetário assim como fidelidade, já o senhor devia ao vassalo protecção e a concessão de um feudo (terras ao outros bens).

Mas como é natural cada vassalo tinha o direito de ter outros vassalos, tornando-se assim suserano, mas quase todos os vassalos, situação que se registou, sobretudo, no reino Franco, eram homens de vários senhores - tal situação, colocava-os, às vezes, em situações conflituosas. Então os senhores mais poderosos tentaram obter dos seus vassalos a homenagem “Lígia” – uma homenagem superior àquelas prestadas aos demais senhores. Podemos então dizer, que os senhores na Idade Média estavam ligados uns aos outros por laços de dependência.

A quebra do contrato só podia acontecer se uma das partes quebrasse o que tinha prometido. Por exemplo se o vassalo não cumprisse as ordens impostas, o senhor tinha todo o direito em retirar – lhe o feudo que lhe havia concedido.

O estabelecimento dos laços de dependência fazia-se através de um contrato de vassalagem, celebrado numa cerimónia, que envolvia:

· A homenagem na qual o vassalo se colocava sobre a dependência do senhor;

· O juramento de fidelidade que implicava jurar sobre os Evangelhos, isto significava que Deus era testemunha deste juramento;

· A investidura, na qual o suserano entregava ao vassalo um objecto que servia para simbolizar a concessão do feudo.