A Cúria Régia era um órgão consultivo de apoio à administração, formada por um conjunto de conselheiros, que ajudavam o rei a governar e a tomar decisões na administração do reino e nos assuntos judiciais.

Na Cúria debatia-se qualquer problema desde as questões económicas como no lançamento de impostos, à quebra da moeda e às questões de paz e da guerra no reino. A nível judicial, julgava a nobreza que só tinha o direito de falar em tribunal régio e tinha o papel de supremo tribunal do reino.

Nas reuniões ordinárias o rei era acompanhado pela rainha, a sua família real, ricos-homens, o governador da terra ou o alcaide da cidade e os altos funcionários como o alferes-mor, o mordomo-mor cooperado pelo dapífero para os assuntos privado do rei e o chanceler. Quando os assuntos a tratar eram muito importantes revestiam uma dimensão nacional, o rei convocava a Cúria Extraordinária na qual o rei era acompanhado pelos mesmos membros das reuniões ordinárias os membros da mais alta nobreza, os chefes das ordens religioso-militares, os governadores das terras e os alcaides das cidades e os prelados das dioceses.

Com a complexificação da administração e crescente centralização do poder real, e já no tempo de D. Afonso III, a Cúria Régia subdividida em reunião ordinária e reunião extraordinária acabou por evoluir para o Conselho Régio e para as Cortes.