D. Afonso II
D. Afonso II
D. Afonso II (1185 - 1223), terceiro rei de Portugal, era filho do Rei D. Sancho I e de D. Dulce de Aragão. Nasceu em Coimbra a 23 de Abril de 1185 e morreu em 25 de Março de 1223, na mesma cidade, tendo casado com D. Urraca, infanta de Castela em 1208 da qual teve 5 filhos (D.Sancho II, D. Afonso III, D.Leonor, D. Fernando, D. João Afonso). D. Afonso II ficou conhecido também pelos cognomes de “O gordo”, devido a ser realmente bastante gordo, e ainda por o “Crasso” ou “ Gafo” devido a uma doença parecida com a lepra que o teria afectado
Os primeiros anos do seu reinado foram marcados por vários problemas com as suas irmãs. D. Sancho I, aquando da sua morte, deixou em testamento às suas filhas Mafalda, Teresa e Sancha, alguns dos seus reguengos, situados no centro do país (Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer) que, posteriormente, e apoiadas pelo Papa Inocêncio III, se recusaram a pagar impostos nos senhorios que passaram para a sua posse, contrariando assim, o próprio irmão, o rei D. Afonso II que pretendia o pagamento dos direitos régios. A situação acabou por ser foi resolvida com o confisco dos bens e o recolhimento a mosteiros das infantas.
Este rei não se preocupou tanto em expandir o seu território, apesar ter reconquistado diversas cidades que os mouros tinham retomado, como por exemplo a de Alcácer do Sal, mas sim em consolidar a estrutura económica e social do reino, e a prová-lo estão as suas leis sobre a cunhagem da moeda, a propriedade privada, e o direito civil.
A nível religioso, D. Afonso II procurou acabar com o poder clerical dentro do país, e mandou fazer as Inquirições, as Confirmações Gerais, e as Leis de Desamortização, com o objectivo de fortalecer poder régio e também de reduzir o poder do clero e da nobreza.
Porém, estas atitudes levaram ao inicio de um conflito com o papa, fazendo com que este rei tivesse sido excomungado pelo papa Honório III.
Depois de ter sido excomungado pelo papa Honório III, prometeu rectificar os seus erros, mas morreu em 1223 excomungado, sem ter feito nenhum esforço para mudar a sua política.